Dr. Marcelo Mascarenhas é homenageado

No dia 04/12/2018 o Dr. Marcelo Mascarenhas foi homenageado pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de Minas Gerais (CREFITO 4) com a medalha de Honra ao Mérito, na câmara dos vereadores de Belo Horizonte.

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Dores orofaciais

As dores mastigatórias são as principais causas de dor facial e de cefaleias de origem mandibular e, depois das odontalgias, são as principais causas de dores orofaciais. Seu tratamento depende do nível de complexidade, podendo ser usadas desde placas de mordida, medidas físicas, acupuntura, infiltrações ou fármacos. Alterações emocionais são frequentes nesses pacientes e eventualmente têm relação com outras patologias médicas que devem ser tratadas concomitantemente, como fibromialgia, depressão, e outros distúrbios comportamentais.


Dor persistente pós cirurgia oral

O esperado é uma dor discreta até 5 dias após o procedimento.

Frequentemente é de origem em incidente cirúrgico que tenha rompido algum nervo periférico, entretanto não é rapidamente reconhecida pelos cirurgiões. Muitas vezes é acompanhada de parestesia (tipo a sensação de anestesia) de lábios, embora possa ocorrer independente dessa condição.

Tratamento: em geral é o mesmo utilizado para o tratamento das dores neuropáticas, ou seja: antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes e, eventualmente, opióides.


Dor na mucosa oral

Próteses dentárias podem causar traumatismo na mucosa oral; as lesões podem ser ulceradas e variam de tamanho, e quando infectadas, acentuam as queixas. A dor pode ser difusa, mas a lesão é facilmente identificável; pode ser súbita desencadeada durante a mastigação. Diversas doenças sistêmicas podem causar lesões na mucosa oral, seja como manifestação inicial, seja no próprio curso da doença. Entre elas merecem destaque o lupus eritematoso sistêmico, algumas doenças hematológicas, o pênfigo, liquem plano e o herpes zoster.


Dor
 Miofascial (nódulos)

A dor miofascial é uma desordem muscular regional caracterizada pela presença de pontos hipersensíveis (trigger points ou pontos-gatilho; nódulos), localizados em bandas rígidas de músculos esqueléticos, doloridos à palpação e que podem produzir dor referida (dor irradiada). Podem ainda estar associados a vermelhidão dos olhos e da pele, corrimento nasal, lacrimejamento dos olhos. Quanto às características clínicas, os pacientes com dor miofascial normalmente relatam dor regional persistente, provocando diminuição de movimento do músculo afetado. As queixas mais comuns são de dores de cabeça, dor no seio maxilar, dores no pescoço e odontalgia (dor de dente)


Critérios de diagnóstico

Todos os itens devem estar presentes:

  • Incômodo regional, dor muscular em repouso (contração)
  • A dor é agravada pela função do (s) músculo (s) afetado (s): (estímulo do TP)
  • Dor referida – a provocação dos PG altera a queixa de dor e frequentemente revela um modelo de dor referida à distancia
  • Redução da dor maior que 50% com spray/alongamento (ou infiltração anestésica)

Pode estar acompanhada de:

  • Dor de dente (consequência da manifestação do PG miofascial)
  • Cefaléia tensional
  • Sensação de rigidez muscular
  • Sensação de maloclusão aguda (sem sinal clínico)
  • Sintomas nos ouvidos, zumbido, vertigem, e cefaleia tensional
  • Abertura bucal reduzida que aumenta com alongamento muscular passivo
  • Hiperalgesia (aumento da sensibilidade) na região na qual se refere dor

Tratamentos de primeira linha (com equipe interdisciplinar)

Se você está muito estressado ou ansioso, um tratamento com psicólogo usando a técnica de terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser útil.

Fisioterapia específica:

Para minimizar os efeitos causados pela DTM, a fisioterapia torna-se fundamental e parte integrante no tratamento desses pacientes.

A fisioterapia contribui para amenizar os sintomas da DTM, pois estimula a propriocepção, produção do líquido sinovial na articulação, melhora a elasticidade das fibras musculares aderidas e a dor.

Nosso Instituto tem no seu corpo clinico 2 fisioterapeutas em tempo integral, se dedicando à terapia manual, além de contar com aparelhagem específica com modelos de última geração, como Laser, Ultrassom, aparelhos com todas as correntes de eletroterapia, como a Russa, Mens e Tens.


Tratamentos medicamentosos

A administração de medicamentos tem um papel importante no protocolo de tratamento das DTM e DOF. Os mais usuais são os anti-inflamatórios, e relaxantes musculares, e nos casos complexos de DOF, utilizamos os antidepressivos e, se necessário, opióides.


Procedimentos minimamente invasivos
 (infiltrações intra-articulares)

Tratamos os distúrbios centrados na ATM com diminuição importante da abertura bucal,com infiltrações e artrocentese (lavagem articular)


Cirurgias
 (cirurgia aberta, artroscopia)

No nosso Instituto, temos por norma esgotar todas as possibilidades de tratamento conservador antes das minimamente invasivas (infiltrações)

O que é a Disfunção Temporomandibular (DTM)?

A articulação temporomandibular (ATM) é a articulação que liga a mandíbula ao crânio. Essa articulação pode sofrer vários distúrbios, prejudicando assim sua função. Estalos e dores são sintomas frequentemente relatados pelos pacientes.

Nos indivíduos portadores de DTM, podem-se ouvir um som de clique ao mover sua mandíbula. Também podem sentir dor no maxilar ou em todo o rosto. Alguns não conseguem mover a mandíbula adequadamente para as funções normais ou não abrem a boca tão amplamente quanto costumavam.

Principais características de DTM:

  • Dor que vem dos músculos que você usa para mastigar.
  • Desalinhamento das arcadas, e, às vezes, os dentes só se tocam de um lado, de repente, como consequência na mudança de posição de um dos componentes da ATM, o disco (menisco), geralmente como consequência do bruxismo e/ou apertamento dentário. O disco da ATM é anatomicamente semelhante ao menisco do joelho. A posição correta do disco é entre o crânio e a mandíbula, harmonizando o movimento como se fosse uma dobradiça.

Como em qualquer outra articulação, a ATM também pode ser acometida por artrite, quando a cartilagem lisa que protege a articulação se rompe, desencadeando dor no repouso, e durante a mastigação.

Os principais sintomas da DTM são:

  • Dor na articulação da mandíbula e/ ou na face
  • não ser capaz de mover o maxilar com facilidade ou descobrir que o seu maxilar está travado.

Algumas pessoas com DTM também têm dores de cabeça, dor nas costas ou no pescoço, e algumas sentem-se deprimidas ou ansiosas.

A ATM sofre deslocamento quando o côndilo (segmento móvel da articulação) se move demasiadamente. Com isso, ele fica preso em frente a uma seção óssea chamada de eminência articular e não pode se movimentar de volta ao seu lugar original (o paciente fica impedido de fechar a boca). Isso acontece com mais frequência quando os ligamentos que normalmente mantêm o côndilo no lugar ficam frouxos.

Quando a mandíbula sofre luxação, (cai) os músculos ao redor geralmente sofrem espasmo e seguram o côndilo na posição deslocada (boca aberta).

Portadores de DTM crônica apresentam algum grau de impacto da dor em suas vidas, especialmente nas atividades do trabalho, escola, sono, no apetite e alimentação. Embora não específico para avaliação da qualidade de vida, um questionário é utilizado em alguns tipos de trabalhos acadêmicos.

Um clique discreto ou dor no maxilar pode ser constrangedor ao se alimentar em público, por exemplo, e têm fraca importância clínica.

O problema pode piorar em alguns pacientes. Existem vários tratamentos com os quais podemos ajudá-lo a se adaptar ao problema com sua mandíbula e reduzir a dor que você sente.

pucminas

1º Simpósio Internacional de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

Comemorando o Jubileu de 40 anos do Departamento de Odontologia da PUC Minas, 12 anos da disciplina de DTM e Dor Orofacial no Curso de Graduação de Odontologia, e Ano Mundial contra a Dor Orofacial, a PUC Minas apresenta:

1° Simpósio Internacional de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

Esse simpósio contará com a presença do embaixador mundial contra a dor orofacial Professor Jeffrey Okeson, além de convidados de destaque da área. Trará benefícios múltiplos para docentes e discentes que terão a oportunidade de participar do evento.
Local: Auditório João Paulo II, Prédio 43 – PUC Minas – Campus Coração Eucarístico
Palestrantes: Jeffrey Okeson (USA), Marcelo Henrique Mascarenhas, Frederico Mota Leite, Juliana Stuginski
Data: 23 de maio de 2014
Entidade Responsável: Departamento de Odontologia da PUC Minas
Cidade: Belo Horizonte
Informações: http://www.simposiodtmpuc.com.br