Disfunção Temporomandibular (DTM)

A articulação temporomandibular (ATM) é a articulação que liga a mandíbula ao crânio. Essa articulação pode sofrer vários distúrbios, prejudicando assim sua função. Estalos e dores são sintomas frequentemente relatados pelos pacientes.

Nos indivíduos portadores de DTM, podem-se ouvir um som de clique ao mover sua mandíbula. Também podem sentir dor no maxilar ou em todo o rosto. Alguns não conseguem mover a mandíbula adequadamente para as funções normais ou não abrem a boca tão amplamente quanto costumavam.

Principais características de DTM:

  • Dor que vem dos músculos que você usa para mastigar.
  • Desalinhamento das arcadas, e, às vezes, os dentes só se tocam de um lado, de repente, como consequência na mudança de posição de um dos componentes da ATM, o disco (menisco), geralmente como consequência do bruxismo e/ou apertamento dentário. O disco da ATM é anatomicamente semelhante ao menisco do joelho. A posição correta do disco é entre o crânio e a mandíbula, harmonizando o movimento como se fosse uma dobradiça.

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Tratamentos de primeira linha (com equipe interdisciplinar)

Se você está muito estressado ou ansioso, um tratamento com psicólogo usando a técnica de terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser útil.

Fisioterapia específica:

Para minimizar os efeitos causados pela DTM, a fisioterapia torna-se fundamental e parte integrante no tratamento desses pacientes.

A fisioterapia contribui para amenizar os sintomas da DTM, pois estimula a propriocepção, produção do líquido sinovial na articulação, melhora a elasticidade das fibras musculares aderidas e a dor.

Nosso Instituto tem no seu corpo clinico 2 fisioterapeutas em tempo integral, se dedicando à terapia manual, além de contar com aparelhagem específica com modelos de última geração, como Laser, Ultrassom, aparelhos com todas as correntes de eletroterapia, como a Russa, Mens e Tens.


Tratamentos medicamentosos

A administração de medicamentos tem um papel importante no protocolo de tratamento das DTM e DOF. Os mais usuais são os anti-inflamatórios, e relaxantes musculares, e nos casos complexos de DOF, utilizamos os antidepressivos e, se necessário, opióides.

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Dores orofaciais

As dores mastigatórias são as principais causas de dor facial e de cefaleias de origem mandibular e, depois das odontalgias, são as principais causas de dores orofaciais. Seu tratamento depende do nível de complexidade, podendo ser usadas desde placas de mordida, medidas físicas, acupuntura, infiltrações ou fármacos. Alterações emocionais são frequentes nesses pacientes e eventualmente têm relação com outras patologias médicas que devem ser tratadas concomitantemente, como fibromialgia, depressão, e outros distúrbios comportamentais.


Dor persistente pós cirurgia oral

O esperado é uma dor discreta até 5 dias após o procedimento.

Frequentemente é de origem em incidente cirúrgico que tenha rompido algum nervo periférico, entretanto não é rapidamente reconhecida pelos cirurgiões. Muitas vezes é acompanhada de parestesia (tipo a sensação de anestesia) de lábios, embora possa ocorrer independente dessa condição.

Tratamento: em geral é o mesmo utilizado para o tratamento das dores neuropáticas, ou seja: antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes e, eventualmente, opióides.

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CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL

A Cirurgia Buco Maxilo Facial ou mais corretamente, Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, é uma especialidade da odontologia, que trata cirurgicamente as doenças da cavidade bucal e anexos, tais como: traumatismos e deformidades faciais (congênitos ou adquiridos), traumas e deformidades dos maxilares e da mandíbula, envolvendo a região compreendida entre o osso hióide e o supercílio de baixo para cima, e do tragus a pirâmide nasal, de trás para diante.

Dentre as doenças existem os tumores benignos e malignos, os cistos dos maxilares, as provocadas por fungos, vírus, e manifestações associadas a doenças sistêmicas como AIDS, tuberculose, sífilis entre outras. As deformidades faciais são compreendidas desde as seqüelas de doenças como o câncer, os traumas severos, ou distúrbios do desenvolvimento, como as síndromes ou alterações do desenvolvimento como o prognatismo (aumento dos maxilares), micrognatismo (diminuição dos maxilares) ou a combinação delas.

A cirurgia buco maxilo facial é de âmbito ambulatorial ou hospitalar. Nos ambulatórios ou consultórios são exercidas cirurgias menores, na sua grande maioria sob anestesia local, onde são por exemplo removidos dentes inclusos, pequenos tumores benignos, cistos, lesões periapicais ou paradentais, implantes dentários, cirurgias para adaptações protéticas entre outras. As cirurgias de grande porte são realizadas sob anestesia geral em ambiente hospitalar e demandam maiores cuidados. São as cirurgias de grandes tumores, fraturas faciais, cirurgias ortognáticas entre outras.

APARELHO DO RONCO

Historicamente, os dispositivos bucais utilizados para tratar o ronco e a apnéia do sono são derivados do Monobloco idealizado por Pierre Robin, em 1934.

Os aparelhos bucais são indicados para tratamento do ronco e da apnéia leve e moderada, sendo considerados a primeira escolha para esses transtornos desde 1995 quando a American Sleep Disorders Association os reconheceu como alternativa eficaz à terapia com o CPAP.

É importante esclarecer que em casos de apnéia grave (IAH≥30/hora), os aparelhos bucais também podem ser utilizados desde que outras modalidades terapêuticas tenham sido contra-indicadas ou recusadas.

A apnéia obstrutiva é o resultado do bloqueio temporário da passagem do ar enquanto dormimos. Quando a velocidade e pressão do ar inspirado aumenta, os tecidos da garganta tendem a vibrar, o que acaba produzindo o ronco. Aparelhos de ajustamento mandibular estão ganhando uma enorme importância como tratamento alternativo para o ronco e apnéia.

Estes aparelhos avançam a mandíbula inferior, estendendo a base da passagem do ar e reduz a velocidade do ar inspirado. Antes do uso do aparelho é importante uma consulta aos profissionais da Clínica Marcelo Mascarenhas para verificar suas reais deficiências e viabilidade do uso do aparelho.

APNÉIA DO SONO

Nos últimos 25 anos ficou claro que a apnéia do sono, uma condição que desorganiza os movimentos respiratórios, é um dos principais distúrbios do sono. Essa síndrome é caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono, causando apnéia ou hipopnéia (entende-se por apnéia a interrupção completa do fluxo de ar através do nariz ou da boca por um período de pelo menos 10 segundos e, por hipopnéia, uma redução de 30% a 50% desse fluxo).

O número de episódios de apnéia-hipopnéia por hora de sono é chamado de índice de distúrbio respiratório. Pessoas com índices maiores do que 5 já são consideradas portadoras de apnéia do sono, embora pacientes com índices de até 20 sejam raramente sintomáticos.

Os sintomas mais comuns são ronco, episódios visíveis de interrupção da respiração e sono excessivo durante o dia. O ronco pode ser excessivamente alto e interferir com o sono dos outros. Portadores de sintomas mais graves costumam acordar com sensação de sufocamento, refluxo esofágico, boca seca, espasmo da laringe e vontade de urinar.

A fragmentação da arquitetura do sono provoca cansaço, dificuldade de permanecer acordado durante atividades sedentárias, como conversas telefônicas ou dirigir automóvel, irritabilidade, depressão, redução da libido, impotência sexual e cefaléia pela manhã (uma das manifestações mais freqüentes da síndrome).

Qualquer fenômeno que provoque estreitamento ou oclusão da passagem de ar pelas vias aéreas superiores pode causar apnéia-hipopnéia do sono: obesidade, crescimento das amígdalas, malformações da mandíbula ou da faringe, hipertrofia da língua (como ocorre na síndrome de Down), tumores, hipotonia dos músculos da faringe ou falta de coordenação dos músculos respiratórios.

O diagnóstico de certeza só pode ser estabelecido através da polissonografia, um exame que permite testar durante o sono os potenciais elétricos da atividade cerebral, dos batimentos cardíacos, os movimentos dos olhos, a atividade muscular, o esforço respiratório, a saturação de oxigênio no sangue, o movimento das pernas e outros parâmetros.

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